Reajuste Anual 2026: O que esperar dos planos coletivos por adesão?
Atualizado em 16 Feb, 2026
Neste artigo você verá:
O reajuste dos planos de saúde é um tema que gera muitas dúvidas e preocupações. Para os servidores públicos que possuem planos na modalidade Coletivo por Adesão (via AFPESP, por exemplo), entender como esse aumento funciona é crucial para o planejamento financeiro familiar.
1. Como funciona o reajuste anual?
Diferente dos planos individuais/familiares, cujo teto de aumento é definido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), os planos coletivos por adesão têm seu reajuste definido em negociação entre a Administradora de Benefícios (como Qualicorp, Supermed, Corpvs) e a Operadora (Amil, SulAmérica, etc.).
O cálculo leva em conta dois fatores principais:
- VCMH (Variação dos Custos Médicos e Hospitalares): A inflação médica, que engloba o aumento de preço de insumos, tecnologias e honorários.
- Sinistralidade da Carteira: A relação entre o que o grupo pagou de mensalidade e o que gastou com procedimentos médicos no último ano. Se o grupo usou muito o plano, o reajuste tende a ser maior para reequilibrar a conta.
2. Diferença: Anual vs Faixa Etária
É comum confundir os dois tipos de aumento que podem ocorrer no seu boleto. É importante saber diferenciá-los:
- Reajuste Anual (Financeiro): Ocorre uma vez por ano, no mês de aniversário do contrato coletivo (veja o calendário abaixo). Aplica-se a todos os beneficiários do contrato, independente da idade.
- Reajuste por Faixa Etária: Ocorre apenas quando você ou um dependente muda de faixa de idade (ex: ao completar 19, 24, 29, 34, 39, 44, 49, 54 ou 59 anos). Este aumento é aplicado no mês do aniversário da pessoa.
3. Calendário de Reajuste por Operadora
Nos planos coletivos por adesão para servidores públicos, o reajuste anual não acontece necessariamente em janeiro. Ele ocorre no mês de aniversário do contrato firmado entre a administradora e a operadora.
Baseado nos contratos vigentes, aqui está a previsão dos meses de reajuste (pode variar conforme a administradora específica, consulte seu contrato):
| Operadora | Mês Previsto de Reajuste |
|---|---|
| Amil | Julho / Agosto (Variável por contrato) |
| SulAmérica | Setembro |
| Bradesco Saúde | Julho |
| Unimed (CNU) | Outubro |
| HapVida / NotreDame | Maio |
| São Cristóvão | Setembro |
*Datas estimadas com base no histórico. Consulte sempre sua administradora para a data exata do seu contrato.
4. Previsões de Mercado para 2026
Embora ainda seja cedo para cravar um percentual exato, o mercado de saúde suplementar vem apresentando uma tendência de alta nos custos devido à incorporação de novas tecnologias e ao aumento da frequência de uso pós-pandemia.
Especialistas estimam que os reajustes de planos coletivos continuem oscilando entre 15% e 25%, dependendo da sinistralidade de cada grupo. Planos com coparticipação tendem a ter sinistralidade menor e, consequentemente, reajustes mais amenos.
5. Dicas para economizar no plano
Se o orçamento apertou, existem estratégias inteligentes para reduzir o custo sem ficar desprotegido:
- Downgrade de Plano: Migrar de um plano Apartamento para Enfermaria pode reduzir a mensalidade em cerca de 15% a 20%.
- Mudança de Operadora (Portabilidade): Se você está em um plano "Premium" (como Amil ou SulAmérica) e usa pouco a rede nacional, migrar para um plano regional (como São Cristóvão ou Ameplan) pode cortar o custo pela metade, mantendo qualidade em SP.
- Coparticipação: Planos com coparticipação têm mensalidades mais baratas. Se você vai pouco ao médico, a economia mensal compensa as pequenas taxas pagas quando usa.
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Sobre a Autora: Ana Clara
Consultora Sênior
Especialista em gestão de contratos coletivos. Ajudo servidores a entenderem os reajustes e encontrarem alternativas econômicas sem perder qualidade.
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