Coparticipação no Plano de Saúde: Vale a Pena para o Servidor?
Atualizado em 16 Feb, 2026
Neste artigo você verá:
No momento de escolher um plano de saúde, o servidor público se depara com duas opções de preço: uma tabela mais cara (sem coparticipação) e uma tabela mais barata (com coparticipação). O instinto inicial é evitar "taxas extras", mas será que pagar uma mensalidade fixa mais alta é realmente o melhor negócio?
1. O que é Coparticipação?
A coparticipação é um modelo onde o beneficiário paga uma mensalidade menor, mas arca com uma pequena taxa cada vez que utiliza determinados serviços do plano, como consultas, exames e pronto-socorro.
A ideia é simples: quem usa menos, paga menos. Quem usa mais, contribui um pouco mais, o que ajuda a equilibrar o custo geral do contrato para todos.
2. Como funciona a cobrança?
A taxa de coparticipação não é paga na hora do atendimento (no consultório ou hospital). Ela vem cobrada no boleto da mensalidade do mês seguinte (ou subsequente) à utilização.
Os valores são fixos ou percentuais baixos. Por exemplo (valores estimados de mercado):
- Consulta Eletiva: ~R$ 25,00 a R$ 35,00
- Exames Simples (Sangue): ~R$ 5,00 a R$ 10,00
- Pronto-Socorro: ~R$ 40,00 a R$ 50,00
Nota: Internações e cirurgias geralmente têm um valor fixo único por evento, não cumulativo por dia.
3. Cálculo Real: Com vs Sem Coparticipação
Vamos fazer uma simulação prática usando uma média de mercado para um servidor de 35 anos:
Plano Sem Coparticipação: R$ 600,00 / mês
Custo Anual (12 meses): R$ 7.200,00
Plano Com Coparticipação: R$ 450,00 / mês
Economia na Mensalidade: R$ 150,00 / mês
Uso médio anual (Exemplo):
- 4 Consultas (4 x R$ 30 = R$ 120)
- 10 Exames (10 x R$ 8 = R$ 80)
- 1 Ida ao PS (1 x R$ 50 = R$ 50)
Total Coparticipação: R$ 250,00 no ano
Custo Anual Total (Mensalidade + Copart):
(12 x 450) + 250 = R$ 5.650,00
ECONOMIA ANUAL REAL: R$ 1.550,00
Mesmo usando o plano moderadamente, você economizou mais de 2 mensalidades inteiras!
4. Vantagens do modelo
- Mensalidade mais barata: Ideal para quem está com o orçamento apertado.
- Reajuste menor: Historicamente, planos com coparticipação têm índices de sinistralidade menores (as pessoas usam com mais consciência), o que resulta em reajustes anuais mais baixos.
- Mesma rede: A rede de médicos e hospitais é exatamente a mesma da versão sem coparticipação.
5. Existe um limite de gasto?
Sim! Para proteger o beneficiário em casos de tratamentos longos ou doenças graves, a maioria dos contratos estipula um Teto Máximo de Cobrança por mês ou por procedimento.
Isso significa que, mesmo se você fizer 50 exames e passar em 10 médicos num mês, o valor da coparticipação não ultrapassará um limite pré-estabelecido (ex: R$ 300,00 ou R$ 400,00). O excedente é por conta da operadora.
Quer saber quanto custa a coparticipação?
Receba a tabela detalhada com os valores das taxas para Amil e SulAmérica.
6. Conclusão: Para quem vale a pena?
Vale a pena para:
- Pessoas jovens e saudáveis.
- Quem usa o plano apenas para check-ups anuais e eventuais urgências.
- Famílias grandes (a economia na mensalidade multiplicada por 3 ou 4 vidas é enorme).
Talvez não valha a pena para:
- Pacientes crônicos que fazem terapias contínuas (fisioterapia, psicologia) várias vezes por semana (embora o teto máximo ajude a controlar).
- Quem prefere ter custo fixo previsível todo mês, sem variações no boleto.
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Sobre a Autora: Ana Clara
Consultora Sênior
Especialista em redução de custos em planos de saúde. Ajudo servidores a escolherem o modelo financeiro ideal para suas famílias.
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